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Competitividade pode ser positiva?

07 de dezembro de 2020
Desenvolvimento pessoal
por Carol Rache
Sim. E a gente te explica o por quê.

Existe uma ambiguidade de valores sociais quando o assunto é competitividade. De um lado, aqueles que percebem esse impulso como algo positivo para conseguir se destacar e, de outro, aqueles que percebem a competitividade como uma armadilha do ego.

Já parou para se perguntar como você encara esse assunto? Se não, vale a pena se observar e perceber como esse tema ressoa, para você.

Para te ajudar, vamos, primeiro, trazer clareza sobre a diferença entre dois conceitos que são frequentemente mal interpretados e confundidos: a competitividade e a competição.

Esqueça os significados literais que dicionário traz sobre essas palavras, e concentre-se em entender os diferentes olhares que podemos associar a cada uma delas.

Competitividade

Sabe quando você admira algo em outra pessoa e sente quase uma pontinha de inveja? Então, queremos te contar que isso pode ser bom sinal. É, isso mesmo. Bom sinal.

O fato de algo no outro nos atrair denuncia que existe, em nós, ressonância. Existe alguma sementinha daquele potencial em nós. Talvez nos incomode observar a forma plena como o outro expressa essa qualidade, mas o incômodo só vem porque uma parte de nós reconhece que nosso potencial está desperdiçado. 

Em outras palavras: o outro espelha aqui que há de potencial em nós, mas também nos deixa diante do fato de que ainda não criamos movimentos para manifestar nossa luz. 
E, sim, isso pode ser frustrante. 

Não é novidade nenhuma que nós, muitas vezes, nos sabotamos, e preferimos o conforto ilusório da zona atual do que o esforço que é necessário para manifestar nosso potencial. Isso pode parecer confortável a curto prazo, mas certamente trará desconfortos quando a luz do outro acender na nossa frente.

Se o outro manifesta algo que nada tem a ver com aquilo que existe de possibilidade em nós, provavelmente, não chamará a nossa atenção. Existem milhares de pessoas manifestando feitos incríveis. Por que só alguns nos prendem? Simples. Porque nos conectamos com aquilo que tem ressonância em nós.

Sendo assim, podemos usar nossas admirações como termômetros. Aquilo que admiro no outro é uma semente não cultivada que existe em mim. É minha inteira responsabilidade faze-la florescer. Posso escolher me mover para isso, ou posso escolher justificar minha falta de movimento me contanto histórias que envolvem fatores externos. Mas é escolha.

Dito isso, fica mais fácil explicar como a competitividade pode ser positiva. Ela é esse movimento de, através do outro, perceber o que há de potencial não explorado em mim.
E, nesse sentido, é algo positivo. É um impulso para fazer nossa luz brilhar. 

A competitividade nos instiga a sempre olhar para as nossas versões anteriores e achar que são, de fato, defasadas. Ela é motor para a busca da nossa versão mais atualizada. É fator que impulsiona nosso movimento. Queremos ser, a cada dia, melhores do que fomos ontem. A competição, em contrapartida, tem mais a ver com a necessidade de ser melhor que o outro.

Competição

Competir com o outro é a maior cilada para qual o ego pode nos levar. Mas, ainda assim, é o que a maioria de nós faz. 

Começa logo na infância, quando queremos ser escolhidos – pelos pais, pelos colegas para fazer parte do time de futebol da escola, pelo bonitão da escola, pela professora. Nós queremos ser vistos e, naturalmente, sentimos que, para isso, precisamos nos destacar.

Porém, destacar-se não é sobre estar em movimento fazendo nosso melhor. Destacar é sobre ser o melhor. Implica em ranquear a nós mesmos, perante o grupo no qual estamos inseridos.

A necessidade de destaque nos leva a competir com os outros. Nos leva a desejar que o outro seja menos. Nos leva a necessidade de superar – não a si mesmo, mas ao próximo.
Será que isso é saudável?

Certamente não. Mas, fazemos isso porque somos condicionados. Aceitamos os valores que nos são passados e engolimos as formatações sociais de um sistema que só premia e aplaude quem subiu no pódium.

A chave para deixarmos de ser competidores e nos tornamos competitivos é a consciência de que o senso de contentamento nasce quando nos percebemos crescendo, como pessoas, e não quando as pessoas nos aplaudem.

Não faltam exemplos na história de figuras super aplaudidas que tiveram finais trágicos. Provavelmente porque o senso de valor vinha de fora para dentro. Era mais importante superar ao outro do que vencer as próprias sombras.

A grande e marcante diferença entre a competição e a competitividade é a raiz da qual cada uma nasce. Uma vez da vontade de crescer e ser melhor do que se foi ontem. Outra vem da vontade de impressionar uma audiência. Percebe?

Como trocar competição por competitividade?

1 - Trazer o foco para você.

O primeiro passo é trazer o foco para você. Enquanto seu senso de valor ainda estiver projetado no externo, você var depender de aplausos para se sentir bem. E, quando isso acontece, é quase inevitável a vontade de se destacar. É quase impossível não querer se provar melhor que os demais. Você, nesse caso, perde energia desejando o fracasso do outro, enquanto poderia estar usando essa energia para alavancar seu próprio sucesso.

A ideia de ser melhor que os demais precisa ser substituída por “ser o melhor que posso”.
Não é sobre resultados admiráveis, mas é sobre a constante sensação de olhar para trás e se perceber melhor hoje do que ontem.

2 - Perceber o outro como espelho

Talvez esse papo de ver o outro como espelho seja clichê. Mas é um clichê que não pode ser colocado na gaveta. Sim, o outro nos conta muito sobre nós. Para ser competitivo você precisa perceber as pessoas como inspirações, e não como rivais.

É preciso, ainda ter atenção para não confundir o que se admira no outro: Se você percebe contentamento em alguém, e isso te chama atenção, significa, apenas, que você tem potencial para ser contente. Não significa, contudo, que você deve repetir os mesmos passos do outro. 

O outro só é feliz quando é autêntico. Se você deseja manifestar aquilo que o outro tem, faça isso seguindo seu próprio caminho. Copiar e colar não resolve. Se inspirar no outro não é fazer tudo que ele faz.

Você pode ir seguindo a trilha que a outra pessoa desbravou, mas logo ali na frente haverá uma porta de passagem única. A estrada era do outro e você, de tão desconectado de você mesmo, segui. Uma perda de tempo, pois na hora que a porta aparece, só outro tem a chave. A estrada era dele, lembra?

Use o outro como espelho para te mostrar seus potenciais, mas desbrave a sua própria trilha.

3 - Gerar movimento

Nós temos infinitas sementes dentro de nós que não florescem por falta de movimento. Muitas vezes escolhemos o caminho que parece mais fácil a curto prazo – o das justificativas.

Tecemos uma rede de histórias bem argumentadas e nos convencemos de que é impossível manifestar nossos potenciais, por causa de razões externas. Conhece a frase clássica de Jânio Quadros, nosso ex-presidente? “Força ocultas levantam-se contra mim”. É lamentável, mas acontece. E geralmente não atribuímos nossa falta de movimento a forças ocultas, mas sim a indivíduos nada ocultos, com nome, sobrenome e endereço.

Para alcançar nossa melhor versão, vamos precisar caminhar, arriscar e viver. O que traz sentido a vida não é estar sempre confortável, mas se perceber sempre em movimento.
 
Tags: Competitividade Competição
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